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Bispo do Porto em Santo Tirso nas Comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas

Em época de se assinalar o Bicentenário das Invasões Francesas, a Câmara Municipal de Santo Tirso, em parceria com o Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, organizou um colóquio que decorreu, sexta-feira (20 Novembro), no Centro Cultural de Vila das Aves.

Bispo nas Comemorações

O Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Castro Fernandes, e os professores doutores Oliveira Ramos (Faculdade de Letras da UP), João Marques (Faculdade de Letras da UP e CEHR-UCP) e José Viriato Capela (DH-ICS Universidade do Minho) marcaram presença.  

“Hoje, foi concluído com chave de ouro, o programa municipal para a comemoração do Bicentenário da Segunda Invasão Francesa, com o presente colóquio. As comemorações realizadas pela Câmara Municipal de Santo Tirso integram-se no programa levado a cabo pelos vários municípios que constituem a Área Metropolitana do Porto, o qual teve vários pontos altos ao longo do presente ano”, esclareceu Castro Fernandes, o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso. O Edil tirsense avançou ainda que “foram realizadas várias cerimónias evocativas da resistência popular na defesa da Ponte de Negrelos; foram homenageados os populares que participaram neste episódio, houve a recriação histórica da defesa da Ponte de Negrelos e a sua dramatização para teatro; editou-se o livro infantil «Um povo sem medo», da autoria de Maria José Meireles com ilustrações de Avelino Leite e realizaram-se várias exposições”, nomeadamente «A resistência popular às invasões francesas», que esteve patente no Museu Municipal Abade Pedrosa, e que agora, pode ser apreciada no Centro Cultural de Vila das Aves.

O Prof. Doutor Oliveira Ramos (ex-reitor da Universidade do Porto e actualmente na Faculdade de Letras da mesma instituição) e o Prof. Doutor D. Manuel Clemente (Bispo do Porto) foram os primeiros oradores do colóquio. "As Invasões Francesas e o despontar do liberalismo"           e "As repercussões das Invasões Francesas no catolicismo português" foram, respectivamente, os temas introduzidos pelos dois palestrantes. “As invasões francesas constituem a mais dura experiência bélica confrontada pelos portugueses no decorrer dos séculos”, conclui o primeiro palestrante, sublinhando que “nem tudo é negativo do que resultou destas invasões”. “Foi fortíssima a invasão francesa nestas áreas mais íntimas das crenças e das convicções”, referiu D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, na sua intervenção.         

"A resistência patriótica do clero das regiões do Porto e Douro às Invasões Francesas” foi a temática apresentada pelo Professor Doutor João Marques, da Faculdade de Letras da UP e do CEHR-UCP. “A nota religiosa é importante porque faz parte da nossa identidade” defendeu. A última intervenção deste colóquio - "Programas restauradores e projectos revolucionários ao tempo das Invasões Francesas" – foi da responsabilidade do Professor Doutor José Viriato Capela que deixou bem claro que “não há verdadeira revolução sem o recurso à memória e à história”. “Os registos municipais são fundamentais para as invasões francesas”, rematou.    

A concluir este colóquio de comemoração ao bicentenário das Invasões Francesas, a Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé” apresentou um momento musical que permitiu reviver um pouco do período retratado.

A par desta iniciativa, a autarquia mantém ainda as seguintes duas exposições patentes ao público no Centro Cultural das Aves (até 4 de Dezembro) de forma a aprofundar os conhecimentos sobre este período da história:

"A RESISTÊNCIA POPULAR ÀS INVASÕES FRANCESAS” é uma exposição documental sobre a Segunda Invasão Francesa e que permite conhecer a operação iniciada pelas tropas francesas a 8 de Fevereiro de 1809 com o objectivo de tomar a cidade do Porto, antes da progressão para Lisboa.      
Nesta exposição evoca-se a resistência popular na defesa da Ponte de Negrelos, que sucedeu na noite de 25 para 26 de Março de 1809, quando as tropas francesas comandadas por Soult saíram de Braga em direcção ao Porto. Ao tentarem a passagem sobre o Rio Vizela encontraram aí uma forte resistência popular. Este é o ponto de partida desta exposição.

Comissariada por José Valle Figueiredo, a exposição «A Guerra Peninsular na Banda Desenhada» é uma exposição de Banda Desenhada composta por três núcleos que reflectem “a progressiva atenção da Banda Desenhada a temas da História de Portugal, sobretudo nas décadas de 50 e 60 do século passado”. É disso exemplo o primeiro núcleo desta mostra que nos apresenta a adaptação do célebre romance de Arnaldo Gama, «O Sargento-Mor de Vilar» (1863); obra de referência do romance histórico na literatura portuguesa do século XX, que conheceu sucessivas edições, e que se tornou pioneira na expressão da Banda Desenhada ao ser publicada na mais importante revista nacional de BD, o «Cavaleiro Andante», dirigida por Adolfo Simões Muller.
No segundo núcleo podemos ver a adaptação de «O Falcão», narrativa escrita por Mascarenhas Barreto expressamente para a mesma revista de BD e, finalmente, um terceiro núcleo em torno do conto «O Tambor», de Júlio Dantas, adaptado para Banda Desenhada por Jorge Magalhães. O traço comum destes três núcleos expositivos é o do grande mestre da BD portuguesa, o desenhador José Garcês.

A exposição integra ainda a página dedicada às Invasões na «História de Penafiel na Banda Desenhada», com texto de Guiomar Macedo e Maria Adelaide Galhardo e ilustração de Raquel Leitão.

voltar ] 21 de Novembro de 2009

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