Jogo no Estádio Abel Alves de Figueiredo
Árbitro - Rogério Ribeiro (Santarém),
Tirsense -- Pedro Albergaria; Serginho, Hugo Cruz (Pinto, 72m.), Marco Ribeiro e Paulo Sampaio; Marco Louçano, Carlos Veloso (Vilaça, 64m.) e Roberto (Manuel Luís, 88m.); Fonseca, Ricardo Rocha e Queirós.
Lusitânia Lourosa -- Nuno Ribeiro; Pedrinho, Carlos Filipe, Polícia e Cristiano; Marco Filipe, Diogo Torres (Rui Lopes, 69m.) e Moisés; Inzaghi (Mário, 63m.), Lima e Filipe Cândido (Kinzinho, 81m.).
Marcadores: Fonseca (17m.) e Vilaça (87m.).
Cartões Amarelos - Queirós (18m.), Diogo Torres (37m), Carlos Veloso (42m.), Marco Filipe (60m.), Marco Ribeiro (65m.), Pedrinho (74m.), Filipe Cândido (77m.) e Moisés (86m.).
O relvado do Estádio Abel Alves de Figueiredo apresentou-se irregular, pesado, com muitas poças de água, principalmente do lado das bancadas e enlameado junto às áreas do guarda-redes, continuando a não reunir as melhores condições para a prática da modalidade.
Contudo, foi a equipa de Santo Tirso que melhor se adaptou a essas adversidades, realizando uma boa primeira parte.
Apenas com três minutos jogados, surgiu a primeira ocasião de golo para os donos do terreno: Fonseca fez um passe para Ricardo Rocha, este, junto à linha de fundo, cruzou e Roberto deu a devida sequência, só não marcando porque uma defesa contrária conseguiu desviar pela linha de fundo.
Ao minuto doze, os alvi-negros beneficiaram de um livre junto à meia-lua (da grande área), mas Serginho falhou, atirando alto e por cima da baliza.
Aos 17m., Fonseca recebeu o esférico do lado direito e com um belo trabalho dominou-o, ultrapassou alguns adversários, ganhou posição e rematou para a baliza. Este ainda tocou em Polícia, mas só parou no fundo das malhas do guardião Nuno Ribeiro. Um golo com sorte à mistura, mas justificável.
Houve uma reacção do Lourosa, que, além de não durar muito tempo, só conseguiu incomodar por uma vez a rectaguarda do Tirsense.
A pressão e superioridade continuaram a pertencer aos comandados de Quim Machado. Da sequência de um livre, a longa distância, Serginho conseguiu, desta vez, incomodar Nuno Ribeiro, obrigando-o a executar, a punhos, uma grande intervenção. Aconteceu ao minuto trinta e dois.
Passados quatro minutos, mais uma oportunidade para o Tirsense marcar e novamente um defesa forasteiro a evitar, em cima do acontecimento, que fosse elevada a contagem.
A última oportunidade deste período ocorreu aos quarenta minutos. Serginho avançou no terreno, fez um cruzamento longo para a área e, uma vez mais, Nuno Ribeiro, em evidência, negou o golo a Roberto.
Na parte complementar, o Lourosa, a necessitar de pontuar e com o resultado negativo, esteve muito melhor no terreno e disputou, taco-a-taco, a luta da contenda. A defesa local teve muito trabalho, passando mesmo por momentos difíceis.
Quim Machado esteve atento e com as alterações efectuadas conseguiu travar mais as intenções ofensivas dos forasteiros.
Contudo, à passagem dos oitenta e sete minutos, tudo serenou, quando surgiu o segundo golo, que, praticamente, "matou" o jogo.
O F. C. Tirsense beneficiou de um livre, que foi marcado por Vilaça. Este atirou directamente para a baliza, a bola deve ter raspado num jogador do Lourosa e encaminhou-se para dentro da baliza, sem que Ricardo Ribeiro pudesse ter evitado.
Jogaram-se mais sete minutos. O Tirsense soube gerir bem o resultado, enquanto por parte do Lourosa ainda tentou, pelo menos, chegar ao golo de honra.
Vitória difícil e suada para o Tirsense e valorizada na segunda parte por um adversário que lutou até ao final na procura de pontuar.
Com o empate do Moreirense em Vizela e com menos um jogo, o Tirsense está a animar esta fase final do campeonato.
Vítor Borges |