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Secção Desporto




 

Presidente João Freitas coloca “o dedo na ferida”

JOÃO FREITAS assume o barco até ao fim, mas demonstra sinais de falta de disponibilidade de continuar à frente do CD Aves

João Freitas

Na sequência da assembleia para a aprovação e discussão das contas das contas da época 08/09, e da vitória moralizadora na Serra da Estrela perante o SP. da Covilhã e na antevéspera do grande encontro com o Feirense, falamos com o presidente avense João Freitas que nos disse:

STD - Qual é a leitura que faz do relatório de contas agora aprovado recentemente?

João Freitas - Conforme teve oportunidade de ver, o revisor de contas no momento oportuno definiu que o CD Aves tem todas as obrigações cumpridas de acordo com a lei. Lamento ainda existir muito pouco interesse da massa associativa, em participar em assembleias desta importância, porque acho que seria interessante o debate, porque fala-se em passivos e activos dos Clubes, muitas vezes em termos técnicos atiram-se números para o ar, e a sociedade, grande parte das ocasiões, não sabe o que significam. Posso dizer que no ano passado o nosso orçamento foi de 1.300.000 euros muito além do que no inicio se perspectivava, mas para ter uma ideia da totalidade do orçamento foram entregues ao Estado mais de 400.000 euros. Há uma questão que eu deixo no ar, o CD Aves tem uma facturação de receitas e publicidade, da qual se pode facilmente concluir que o Clube com este encaixe, não chegava nem de perto nem de longe, para suportar as suas despesas, por isso tem sido o presidente, e a empresa que representa, a suportar uma fatia substancial desse bolo, cerca de 40% a 50%.

STD - Quer dizer que a publicidade é o grande sustento do CD Aves?

João Freitas - Devo dizer que 40% a 50% do orçamento é suportado pela empresa “Transportes Freitas” e pelo presidente, o seu principal patrocinador, por isso é urgente repensar toda esta situação do CD Aves, no sentido de ultrapassar o dilema com que nos debatemos no final de cada época, quando é preciso arranjar uma nova direcção. Devo dizer que a minha disponibilidade cada vez é mais reduzida, porque a nível pessoal, outros desafios aparecem no horizonte.

STD - A disponibilidade para continuar à frente dos destinos do clube são diminutas?

João Freitas - Diria que não é a desejável, vou aguentar o barco até ao fim, depois muito dificilmente voltarei a ser presidente do CD Aves. Tem sido muito difícil, com a crise que tem assolado em particular a nossa região, têm diminuído as receitas, principalmente a nível publicitário. Eu atrevo-me a dizer que para o ano não serei solução, nem problema, ao contrário dos anos anteriores que temos sido a solução para o CD Aves. Temos de repensar aquilo que se quer, e até exigir, porque nós estamos aqui, para responder às perguntas e exigências dos associados. Agora não nos peçam que enterremos ano após ano milhares de euros no clube. Tudo em Vila das Aves gira um pouco à volta do clube, sou capaz de dizer até, que o aniversário do clube é o evento social do ano, salvo a modéstia. O clube não é só futebol, mas toda uma movimentação, nas mais diversas áreas, por isso cada vez mais se torna imprescindível, ter alguém a tempo inteiro, para que se evitem alguns erros.     

                                  
STD - O CD Aves teve um passivo de 127 mil euros, quer simplificar-me estes números?

João Freitas - Eu por formação, percebo o que o revisor disse, o resultado em si é positivo, ou seja, é superior ao dos proveitos, as receitas que o clube efectuou são superiores às despesas, o que resulta num saldo positivo. Quanto ao cumprimento com o Estado devo dizer que temos uma certidão desta semana onde atesta o total cumprimento do CD Aves. No final da minha gestão, vou poder apresentar uma nota interessante, no que respeito à divida ao Estado. Vamos fazer uma exposição, sobre o que foi pago ao estado por esta direcção, e o que foi facturado, e vamos concluir que foram resolvidos vários problemas que se vinham a arrastar há já alguns anos, e que durante estes três anos, a minha direcção resolveu-os quase na totalidade.

STD - O caso do pavilhão já está ultrapassado?        

 
João Freitas - Neste momento falta liquidar um valor, que podemos dizer quase irrisório, que é cerca de 10% do valor que estava em dívida. Quero salientar que 90% da dívida paga, foi possível conseguir, mas com receitas que deveriam ir para o futebol e para a formação juvenil.                 

STD - O departamento de futebol juvenil tem evoluído significativamente?

João Freitas – Devo salientar o trabalho realizado por todo o sector da formação e de outras secções como o Futsal, que têm tido um trabalho altamente meritório. Como vê, é imperativo ter alguém mais disponível para poder fazer face às cada vez maiores necessidades do Clube. Eu, o Presidente-adjunto, e vice-presidente para o Futebol, não dispomos do tempo necessário para representar o Clube como merece, pois este continua a ser conhecido como um baluarte do Futebol Português.


voltar ] 7 de Novembro de 2009

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