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Na Geometria do Tempo – As capelas da Misericórdia

O primeiro Hospital foi custeado com o dinheiro do Conde de S. Bento, após o seu falecimento que se registou no dia 26 de Março de 1893, pelas 10:15 horas, depois de ter recebido os sacramentos da igreja ministrado pelo reverendíssimo Abade Pedrosa.

A Capela situava-se nas traseiras da ala lateral direita do primeiro Hospital, que entrou em funcionamento em 28 de Agosto de 1891, erigido a poente da então Praça Conde de S. Bento, actual Parque D. Maria II, a sua fundação deveu-se ao esforço de um grupo de Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição e especialmente da Irmã superiora Rosália, que contou com a autorização do cardeal bispo do porto, D. Américo, no entanto a capela privativa só ficou concluído e inaugurada em Dezembro de 1894, sendo que a inauguração do altar mor ocorreu bastante mais tarde, no dia 13 de Junho de 1901, conforme nos relata o Jornal de Santo Thyrso na sua edição de 2 de Junho de 1901 fazendo a divulgação do dia festivo, onde estava previsto um acto solene, “majestoso na sua luzida festividade religiosa”, e aí manteve a capela até á sua transferência para o novo imóvel situado no Largo Domingos Moreira que aconteceu em 26 de Outubro de 1919.

A 15 de Novembro de 1927, a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia requer ao Prelado Diocesano autorização para a construção de uma capela para o novo hospital, tendo a resposta positiva chegado a 17 de Novembro do mesmo ano, autorização assinada por António Joaquim Pereira, Chantre da Sé Catedral do Porto e Vigário Geral da Diocese.

1ª capela do Hospital

A construção durou aproximadamente dois anos, e apesar de na parte inferior do tímpano do referido templo existir a indicação do ano de 1928, esta data expressa a conclusão da obra por parte do pedreiro, sendo certo que a sua bênção ocorreu em finais de 1929 pela mão do Monsenhor Gonçalves da Costa.

Monsenhor João Gonçalves da Costa, foi uma figura impar, nasceu em 27 de Janeiro de 1874, na freguesia do Louro, Vila Nova de Famalicão, esteve á frente dos destinos da paróquia de Santa Maria Madalena de Santo Tirso, cerca de 40 anos e faleceu no dia 28 de Outubro de 1939, deixando expresso no seu testamento a vontade de ser sepultado no cemitério de Santo Tirso, junto aos seus paroquianos.

A todos amava ricos e pobres na sua missão de bom pastor, a muitos pagava a renda de casa e a outros o pão, deixando listas de nomes nas padarias a quem deveria ser entregue o único sustento, tinha rendimentos para viver desafogadamente, mas usava esses proveitos para ajudar os pobres e as instituições mais necessitadas.

Hilário Sineiro Machado
hsineiro@iol.pt


voltar ] 4 de Janeiro de 2009

1ª Capela do Hospital




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