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Na Geometria do Tempo: Provérbios do mês de Novembro e muito mais

Provérbios do mês de Novembro

Cava fundo em Novembro, para plantares em Janeiro.
Em Novembro chuva, frio e sol e deixa o resto.
Em Novembro, S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
Em Novembro, S. Martinho vai à adega e prova o vinho.
Em Novembro se queres pasmar teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
Novembro à porta, geada na horta.
Novembro é quente no começo e frio no fim.
Novembro pelo S. Martinho, comem-se as castanhas e prova-se o vinho.
Novembro pelo S. Martinho, mata teu porco e bebe teu vinho.
Novembro pelo S. Martinho, nem nado, nem cabecinho.
Novembro pelo S. Martinho, prova o teu vinho; ao cabo de um ano já te não faz dano.
Novembro pelo S. Martinho, semeia fava e linho.
Novembro pelo S. Martinho, semeia o teu cebolinho.
Novembro pelos Santos, neve nos campos.
Novembro põe tudo a secar, pode o sol não tornar.

A Lenda de S. Martinho
Antes de lenda é importante uma breve resenha sobre aspectos históricos, e desde logo verídicos sobre a vida deste popular santo, Martinho de Tours ou simplesmente S. Martinho, nasceu na Panónia, actual território da Hungria, no ano de 316, filho dum oficial do exército romano.                                                                                                                      
Com cerca 16 anos de idade, sendo já catecúmeno, ou seja aquele que se prepara e instrui para o baptismo – entrou para o exército, onde atingiu o posto de oficial da Guarda Imperial.
Abandonou a vida castrense, e como discípulo de Santo Hilário recebeu ordens sacras de frade em 354.

Em 361 fundou um mosteiro em Ligugé (Poitiers, França), sendo ordenado bispo de Tours em 371, e foi o maior propagador da fé da Gália, actual território francês, faleceu em 397, e durante
Conta a Lenda que corria o ano 338, quando ainda era militar do exército imperial romano, durante uma ronda nocturna no rigor dum impiedoso Inverno encontrou um pobre seminu que lhe implora caridade, a quem querendo acudir e como não tinha dinheiro, sacou da sua capa, e cortou-a ao meio para a partilhar com o desconhecido.                                                                              
Na noite seguinte, durante o sonho viu Jesus vestido com aquela porção de capa, que lhe agradeceu ter-lhe dado metade da mesma.                                        
Outra versão da lenda, relata que partilhou a sua capa com um soldado pobre e roto.                           
A lenda de S. Martinho, nasceu, segundo algumas versões, quando algumas árvores floriram durante o trajecto em que o seu corpo foi levado de Candes, onde faleceu, até Tours, onde seria sepultado.                                                                            
Seja como for, e conforme reza a lenda, todos os anos nos primeiros dias de Novembro desponta sempre um Sol de Estio para recordar o bondoso gesto de S. Martinho, e por esses dias o céu e a terra aquecem, de modo a que mais nenhum ser humano passe o tremendo frio que assolou o mendigo dos tempos lendários.

 

Imprensa Regional
A imprensa regional desempenha um papel preponderante na informarão e formação das nossas gentes.
Santo Tirso foi rico em publicações, tendo algumas conseguido sobreviver durante longos anos até aos nosso dias, enquanto que outros não passaram da 1º edição, de um universo de cerca de 60 publicações contabilizadas, aleatoriamente, permito-me fazer uma breve referência a algumas delas por ordem cronológica:

Jornal de Santo Thyrso, publica-se desde 11 de Maio de 1882.
Aurora Thyrsense, semanário político, de teor literário e científico, publicaram-se apenas 9 números, sendo o primeiro datado de 3 de Fevereiro de 1892.
Semana Thyrsense, inicialmente órgão do Partido Regenerador, registou-se o seu primeiro número em 25 de Dezembro de 1898.
O Democrata, semanário Republicano, o primeiro número saiu a 27 de Abril de 1912.
O Pêto, quinzenário humorístico, publicou-se de 5 de Dezembro de 1912 a 20 de Abril de 1924, com algumas intermitências.

O Pêto

O Gaio, quinzenário, literário, humorístico e noticioso.
O Povo, órgão oficial do Partido republicano local, publicou-se de 5 de Outubro de 1913 até 7 de Abril de 1916.
O Espião, quinzenário humorístico, publicou-se de 12 de Setembro de 1920 a 10 de Outubro do mesmo ano.
Eco de Negrelos, semanário regionalista, publicou-se a 2 de Abril de 1921 até 5 de Agosto de 1922, mudando a partir desta data para “Ecos do Ave”.
Informação, órgão da Paróquia de S. Bartolomeu de Fontiscos, publicou-se entre Junho e Julho de 1981.

Obra Social – Empresa Industrial de Santo Tirso – Fábrica do Arco
…”A Empresa Industrial de Santo Tirso, Lda., realiza oficialmente amanhã a inauguração dos seus serviços de assistência, benéfica modalidade de auxílio aos seus numerosos operários”…

Jornal de Santo Thyrso 30 de Junho de 1944

 Obra social

Colónia Balnear da Empresa Industrial da Santo Tirso (Fabrica do arco) – Setembro de 1952
Os “jesuítas” da Confeitaria Moura  
A Confeitaria Moura foi fundada 28 de Junho de 1892, por Joaquim Ferreira de Moura, no entanto a esposa do seu fundador, a D. Maria Luísa, conhecida pela “Luísa doceira”, antes da referida fundação já labora na confecção de “doces de gaveta” vendendo-os em feiras e romarias.
O filho do casal, Guilherme Ferreira de Moura, com apenas 14 anos de idade ruma à cidade do Porto para aprender pastelaria num famoso Hotel da Praça D. João IV, que fornecia a Casa Real, onde aprende a confeccionar bolos de massa folhada.
É também por esta altura, que chega à vila de Santo Tirso, um pasteleiro espanhol que é admitido na Pastelaria Moura, o qual desenvolve um pastel que associa a massa folhada com a cobertura de açúcar glacê, com uma configuração quadrangular alongada, dando origem ao delicioso “Jesuíta”
Quanto á origem do nome muito se tem especulado, e que este pasteleiro teria sido empregado numa comunidade de padres jesuítas em Bilbao, daí a origem do nome, o que obviamente carece de confirmação.
Pelo que pude apurar, não haverá uma relação directa entre o nome do pastel e a chegada da Congregação Jesuíta às Caldas da Saúde, Areias em 6 de Fevereiro de 1932, vindos de La Guardia, onde os responsáveis pela 2ª republica espanhola, através de um decreto de 23 de Janeiro de 1932, obrigavam á dispersão dos jesuítas que vivessem em comunidade.
Relativamente à fórmula / segredo, dizem-me estar na qualidade dos produtos utilizados associados à mestria do pasteleiro.

 

Caldas da Saúde

O Jornal de Santo Thyrso de 6 de Junho de 1912, noticia a abertura do estabelecimento termal
…” Abriu no dia 24 do passado mês de Maio este importante estabelecimento termal, sito no Lugar do Barreiro, da vizinha freguesia de Areias deste concelho de Santo Tirso. As suas águas são das melhores e mais ricas do norte do país e aconselhadas por eminentes clínicos para a cura de doenças da pele, reumatismo crónico e doenças das vias respiratórias, isso mesmo justifica a concorrência que a elas todos os anos aflui”...

Termas

Postal alusivo ao dia da inauguração – 24 de Maio de 1912
Rua D. Maria do Carmo Azevedo

…”A Câmara de Santo Tirso, por proposta do seu presidente, Sr. Dr. Adriano Fernandes de Azevedo, deliberou numa das ultimas sessões dar o nome de D. Maria do Carmo Azevedo à Rua que partindo do Largo Domingos Moreira, segue até á Ponte Velha, hoje embelezada com obras de alargamento e com uma nova e magnifica ponte”…

Jornal de Santo Thyrso 2 de Julho de 1948

Fase final de construção da nova ponte sobre o Sanguinhedo no Lugar da Ponte Velha

Hilário Sineiro Machado
hsineiro@iol.pt


voltar ] 7 de Novembro de 2009

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