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Por Fernando Jorge Gomes da Silva: «O problema do Desemprego»

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) indicou, no dia 24 de Junho de 2008, que o número de desempregados inscritos no país totalizava 383 357 no final de Maio, uma diminuição de 3,6% face ao mesmo período de 2007, e uma quebra de 0,8% em relação a Abril.
Em comparação com Maio do ano passado, segundo o IEFP, estavam inscritas menos 14 125 pessoas, ao passo que a redução face a Abril foi de 2 984.

No que respeita ao desemprego de longa duração, pessoas desempregadas há mais de um ano, a mesma fonte salienta que este item representava 40,7% do total de pessoas sem emprego, verificando-se uma quebra de 6,5%, face a Maio de 2007. Por sua vez, o desemprego de curta duração desceu 1,5%, nos mesmos termos.
No Concelho de Santo Tirso o desemprego também desceu.

Desta forma e nos meses homólogos de Fevereiro de 2007 e Fevereiro de 2008, a nossa taxa de desemprego foi de menos 17.72%, de Abril de 2007 e Abril de 2008 a nossa taxa de desemprego decaiu 13.83% e em Maio de 2007 e Maio 2008, decaiu menos 9.05%. Quer isto dizer que temos efectivamente menos 1000 (mil desempregados) no Concelho de Santo Tirso.

Apresento estes valores como prova de que o nosso desemprego também diminuiu e muito. Esta é a realidade confirmada pelos dados do INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL. Não quero eu com isto dizer que não nos preocupa o desemprego no nosso Concelho. Temos plena consciência das nossas dificuldades e também da crise económica que toda a Europa atravessa, mas também temos consciência das políticas e medidas activas de emprego e de apoio à integração da nossa população desempregada, desenvolvidas por esta Câmara Municipal e que têm em muito prevenido situações bem mais graves.

Prova disso mesmo é o investimento feito e os financiamentos comunitários obtidos pela Câmara Municipal através das candidaturas que têm apresentado.

Objectivamente já são 3 389 931.40€ (três milhões e trezentos e oitenta e nove mil e novecentos e trinta e um euros) em programas imediatos e directos de combate ao desemprego (programas de formação e qualificação/emprego, de requalificação profissional, de inserção/emprego, estágios profissionais e programas ocupacionais):

- 2 579 563.80€ (dois milhões quinhentos e setenta e nove mil e quinhentos e sessenta e três euros) de financiamento comunitário;

- 810 367.56€ (oitocentos e dez mil trezentos e sessenta e sete euros) do orçamento camarário.

Ao mencionar estes valores não quero dar nenhum “golpe de rins” ou de “sobrevivência política”, nem da descoberta da pólvora até porque a pólvora já foi descoberta na China no século IX.

É necessário dizer-se isto porque o que parece querer transparecer sempre, sobre esta matéria, é o que está mal, o que vai mal e nunca o que se tem feito ao longo de todos estes anos.

Pensamos que seria muito mais positivo e até evidente que em vez de se falar de cenários de “calamidade social” e “coesão social fortemente ameaçada”, até porque envolve e compromete um alicerce de parcerias e de redes institucionais firmadas, em vez disso deveria, até porque ficava bem a alguns apresentarem alternativas objectivas e claras.

Os nossos desempregados têm o nosso apoio e têm serviços de retaguarda, especializados e personalizados na resolução específica de cada situação. Estamos a falar de todo um trabalho de fundo que é feito e não é visível, mas é sentido e é sentido por cada desempregado, que passa objectivamente a ser acompanhado dia a dia, hora a hora na resolução do seu desemprego.

Falamos das parcerias existentes, das relações de proximidade que tratam as situações, caso a caso, com os desempregados e com as empresas, do esforço institucionalmente conjugado de resoluções imediatas, das candidaturas apresentadas, do investimento feito, de todo um trabalho de grande exigência e responsabilidade.

O projecto de formação de base tecnológica empreendido pela Câmara, Microsoft e CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, assim como o livre acesso às novas oportunidades de qualificação (educação - formação) de adultos efectuadas pelo CNO - Centro Novas Oportunidades, que se tem estendido às freguesias e às empresas são prova disso mesmo.

A excelente articulação com o Centro de Emprego de Santo Tirso, com os Serviços da Segurança Social, com a CCDRN – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, com a tutela (relembro a recente resolução da Assembleia da República nº 14/2008, de 21 de Abril, onde se recomenda a adopção de medidas tendentes a dinamizar o desenvolvimento e o crescimento económico e a promoção do emprego e formação profissional nas regiões do Vale do Ave e Vale do Cávado), com as Associações Industriais e Empresarias, com as Universidades e com o tecido empresarial é de facto motivo de incómodo para alguns.

Mas é assim de forma séria, que apresentamos este assunto acrescentando os nossos parabéns a este executivo por saber gerir o seu município de forma calculada, estruturada e sem os histerismos de atracção de investimentos megalómanos que existem dois/três anos e depois se deslocalizam deixando um cenário de abandono, desconfiança e de incertezas.

Queremos também aqui sublinhar o apoio que existe ao desenvolvimento de projectos e de ideias de negócios com vista à criação do próprio emprego, quer pelo programa das Iniciativas Locais de Emprego ou do recurso ao Micro crédito articulados também através do CACE – Centro de Apoio à Criação de Empresas, existente na zona industrial de Fontiscos.

Não vamos aqui esmiuçar programas, projectos do que se tem feito e do que recentemente se apresentou. Para isso existem os meios de comunicação da autarquia e o seu site que esclarece e bem tudo e mais alguma coisa sobre este e outros assuntos.

Gostaríamos só de realçar o Atlas do Investimento que disponibiliza on-line os loteamentos existentes, o Ave Compete que irá resultar numa ferramenta web-sig da gestão dos espaços disponíveis para investimento, a via -verde para projectos prioritários, o mapa interactivo do sistema sig, o centro de incubação de empresas de base tecnológica, entre outros.

E de concluir que o concelho conta  já com 86 micro - empresas em pleno funcionamento.

Sem precisarmos de consultar o dicionário gostaríamos só de finalizar com uma frase de Montesquieu que diz assim: o que não for bom para a colmeia também não é bom para a abelha.

Fernando Jorge Gomes da Silva

 


voltar ] 3 de Julho de 2008

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