STD - Na altura em que a Vila comemora o seu 55º aniversário, que terá o Presidente da Junta (CARLOS VALENTE) a dizer, ao povo de Vila das Aves, sobre a recente conquista das «Termas de Amieiro Galego», pela Freguesia?
O facto da Junta de Freguesia, ter feito a escritura do Amieiro Galego no passado dia 23 de Dezembro de 2009, devo aqui afirmar, que o fizemos através dos donativos, angariados junto dos avenses, com os quais conseguimos a soma de 23 mil euros. Mas, pretendemos ir mais alem, essa é a razão que levou a Junta de Freguesia, montar pela primeira vez um stand nas festas da Vila, para aqui, vender alguns produtos alusivos á nossa terra, e assim adquirir mais uma fonte de receita, com o objectivo de minimizar o esforço realizado pela junta de freguesia, na aquisição do Amieiro Galego.

STD - Presentemente qual é o diferencial entre “ custo - receita” na aquisição do Amieiro Galego?
Como disse anteriormente, até este momento recebemos 23 mil euros dos avenses, ainda aguardamos os 10 mil euros, que a Câmara Municipal prometeu, aos quais juntamos mais de 9 mil euros, resultantes do empréstimo contraído pela Junta de Freguesia.
Devido a este negócio, fomos obrigados a mexer no orçamento da Junta, para cumprir honrar os nossos compromissos, por isso, podemos dizer que o Amieiro Galego está pago, e é propriedade da Junta de Freguesia de Vila das Aves. Lamentamos a contra informação publicada num jornal local, onde se publicam e misturam coisas distintas, lamentavelmente, por alguém que esteve presente na Assembleia Municipal, e não percebeu aquilo que eu disse.
STD – Efectivamente o Amieiro Galego está pago! Ou não?
O Amieiro Galego está pago e registado, em nome da Junta de Freguesia de Vila das Aves. Quem tiver dúvidas, poderá consultar a escritura, porque esta foi pública, nós temos todos os documentos em nosso poder. Por isso, desde 23 de Dezembro de 2009 o Amieiro Galego é um «bem» da Freguesia, quero esclarecer que ao longo de todo o peditório, tivemos apenas uma pessoa que se mostrou indisponível, possivelmente por razões políticas, como pode ver, a aceitação da aquisição do Amieiro Galego, pela população avense, foi elevadíssima.
Quero também aproveitar esta oportunidade, para denunciar publicamente, que o derrotado neste negócio, para a Junta de Freguesia, teve muito mau perder, ao ponto de abordar o «Administrador da Massa Falida», no sentido de anular o negócio, informando o referido administrador, que ofereceria uma quantia mais elevada. Neste caso, como noutros, a Junta de Freguesia actuou pelo seguro, porque queríamos as Termas para a Freguesia.
STD – Depois da aquisição, a Freguesia tem projecto para aquele espaço?
São coisas distintas! O primeiro objectivo era tornar o Amieiro Galego, propriedade da Junta de Freguesia, facto que já aconteceu. A segunda medida que tomamos, foi limpar toda a zona envolvente, que também já está feita. O terceiro passo, consiste em salvaguardar as barreiras de segurança existentes no rio, de seguida iremos criar pontos de luz, para que o local possa ser visitado a qualquer hora, mantendo o espaço sempre limpo.
Estes são os primeiros passos, em nosso entender mais importantes, para a viabilidade das termas, mas temos consciência das nossas limitações financeiras, para fazer mais.
STD – Presidente, tem ambição de dotar aquele espaço, com as condições que o Amieiro Galego merece?
As águas têm qualidade, todos sabemos disso: logo no meu primeiro mandato, realizamos um estudo aprofundado sobre as potencialidades das águas, junto do Instituto das Aguas de Portugal, a partir daí, ficamos com a certeza das suas reais qualidades. Por isso, agora que somos os proprietários daquele espaço, é nossa pretensão, fazer deste lugar um sitio aprazível, e de referencia como foi outrora. Um espaço desta natureza, é algo que Vila das Aves não tem, por incrível que pareça, quando estamos entre dois rios. Neste lugar temos todas as potencialidades, para desenvolver um parque de laser, explorando as águas para fins termais. Seria muito bom que aparecesse alguém, com disponibilidade em investir, porque este espaço bem explorado, traria maior qualidade de vida á nossa terra, mas principalmente ao Concelho.
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