A Vila de Rebordões está em franca expansão, tem à sua frente como principal responsável o carismático Presidente Manuel Oliveira (M.O.), que já conta 20 anos á frente dos destinos da freguesia. Hoje, ouvimos o Presidente, que nos disse o que lhe vai na alma.
S.T.D. - Quantos habitantes tem a Vila de Rebordões?
M.O. - Segundo os últimos sensos, cerca de 4000.
S.T.D. – E vontades?
M.O. – Inscritos estão 3.300, mas este número, nunca é real devido à emigração.
S.T.D. - Há quantos anos foi Rebordões elevada a Vila?
M.O. - Rebordões foi elevada á categoria de Vila em 24-7-1997, aprovado na Assembleia da República.

S.T.D. – Quais são as principais carências de Rebordões?
M.O. - Rebordões como todas as terras tem sempre muitas carência, mas temos vindo a atenuar e combater essas necessidades, como o abastecimento de água e saneamento básico a toda a Vila, que neste momento já temos cerca de 80% da Freguesia com água e saneamento. Quero dizer que só alguns extremos da freguesia ainda não foram contemplados, que são a zona da ponte, cimo da Vila e uma parte de S. João do Carvalhinho, a este nível são as únicas lacunas da Freguesia. Na implantação do saneamento básico temos tido alguma dificuldade devido à inclinação do terreno, por esse motivo está ligeiramente atrasado.
S.T.D. - Qual foi o investimento mais elevado do mandato?
M.O. - Temos vários investimentos importantes, mas a construção do pavilhão desportivo, foi um investimento importante e uma mais valia para a terra e não só, mas também para as freguesias vizinhas.
S.T.D. - O pavilhão foi a obra que mais gozo, lhe deu realizar?
M.O. – Sim, mas a rede viária, o saneamento básico, a rede de água, ou os arruamentos, o cemitério, a Capela Mortuária, são carências primárias que foram ultrapassadas, embora o Pavilhão pelo custo e pelo impacto e visibilidade é uma obra marcante. Por isso no meu mandato a construção do pavilhão foi como a cereja no topo do bolo, resultado do trabalho de anos.
S.T.D. – Tem alguma obra em partícula, que gostasse de ver realizada ate ao fim do mandato?
M.O. – O que nós queríamos era que a água chegasse a todas as casas da vila, mas também a conclusão da rede viária, é uma grande prioridade em alguns pontos da Freguesia. Apesar de reconhecer o excelente investimento neste domínio. Mas Existe outro problema que gostava de ver resolvido, apesar de ultrapassar as competências da Junta de Freguesia, teríamos muito gosto em tornar realidade esse projecto, falamos do investimento social que passa pela criação de um centro de dia e jardim-de-infância. Estas infra-estruturas cada dia são mais imprescindíveis numa terra como Rebordões, apesar de estes projectos já estarem a ser trabalhados no terreno.
S.T.D – Sente-se realizado pelo trabalho de 20anos à frente da Junta de Freguesia?
M.O. – Sinto que dei um grande contributo para o desenvolvimento da freguesia, hoje Vila. Podia ter feito mais, como também podia ter feito menos. Tenho consciência que fiz o melhor pela minha terra, ultrapassei situações muito complicadas, como por exemplo o pavilhão, que hoje é uma realidade, mas foi resultado de muito trabalho. Se alguma coisa falta em Rebordões, não é porque eu não me tenha esforçado e empenhado pelos interesses da Freguesia, pois eu trabalhei sempre nos limites.
S.T.D. – Acha que tem reunidas condições para se lançar em nova candidatura?
M.O. – Esse é um assunto que terá de ser bem ponderado, pois eu já tenho 20anos como Presidente de Junta e 3 como Secretário, são 23ano, é uma vida ao serviço da minha terra, por isso penso que uma pessoa não deve persistir muito tempo no mesmo cargo. A minha ideia é outra, e passa por ouvir o partido, mas a minha vontade neste momento é colocar o lugar à disposição a uma candidatura jovem, com outros projectos, eu estarei sempre ao lado para apoiar, pois tudo tem um fim. Na minha modesta opinião não devemos prolongar os mandatos sobre pena de saturar as pessoas. Gostaria de deixar a maior disponibilidade em colaborar para ajudar a associação a concretizar o projecto que tem em mãos, estou a falar da construção do centro social, esse sim é o meu principal objectivo.
Antes de terminar, gostaria desejar a todo o povo de Rebordões um bom ano de 2009.
Esta foi a análise do passado do presente e as perspectivas para o futuro do carismático Presidente da Junta de Freguesia de Rebordões.

Rancho Folclórico S. Tiago de Rebordões
"A saída da (Madrinha) Dª Adelaide abalou o rancho"
O Santo Tirso Digital no âmbito do programa “Freguesias de Santo Tirso”, visitou a freguesia (vila) de Rebordões para dar voz ao seu Presidente no sentido de este dizer de sua justiça quanto ao percurso da sua terra, mas também, quis ouvir as Associações mais representativas da Vila, como o rancho Folclórico S. Tiago de Rebordões representado pelo Presidente da Assembleia Geral (Luís Silva Martins) e pelo Tesoureiro da Direcção (Joaquim Adílio Martins), por sua vez a Associação (Tuna Musical de Rebordões) esteve representada pela Presidente Clarinda Ferreira e por Sílvia Azevedo em representação dos componentes da Tuna.

S.T.D. - O Rancho Folclórico de Rebordões sofreu um rude golpe à cerca de 2 anos com o abandono de uma pessoa muito querida, que era a Madrinha e Presidente do Grupo ( Dª Adelaide), não foi assim?
Rancho - Foi efectivamente. A Dª Adelaide deixou o Rancho por sua iniciativa, nunca esteve em causa a sua pessoa, muito menos tudo o que tinha feito pelo Rancho, ao ponto de todos os componentes terem pedido para que não abandonasse o Grupo, mas infelizmente não foi possível, pois ela estava determinada em deixar, consequentemente deixou muita saudade no Grupo, pelo facto de ser uma pessoa determinante na vida do rancho por isso será sempre conhecida como a Madrinha do Rancho.
Devemos salientar também o motivo de ter arrastado atrás de si muitos elementos do, o que dificultou imenso a nossa missão, apesar de no ano seguinte (2007) e em (2008) o rancho ter o calendário preenchido, com enumeras actividades, mas também devemos dizê-lo com muitas dificuldades para preencher os quadros, que abandonaram o Rancho com a sua demissão.
S.T.D. – A Dª Adelaide (Madrinha) era a alma do Rancho?
Rancho – Era! Era uma pessoa muito importante, não devemos dizer que era a alma, pois essa era composto por todos, mas era importantíssima para a realidade do Rancho.
S.T.D – Como foi ultrapassar o facto da saída da Madrinha?
Rancho – Com muita dificuldade, em todas as vertentes, desde a parte administrativa até toda a logística que foi preciso desenvolver.
S.T.D. – Quem assumiu o Rancho após a saída da Dª Adelaide?
Rancho – Foi a Direcção que está agora no activo, presidida pelo Armando Paiva e Vice-Presidente António Marques juntamente com os restantes elementos que ainda se mantêm.
S.T.D. – Quer dizer que constituíram uma nova Direcção?
Rancho – Sim é verdade, nós tentamos legalizar todas as situações do Grupo, após a saída surpreendente, do Presidente Armando Paiva (que emigrou). Marcamos uma Assembleia-geral onde colocamos aos associados a disponibilidade de abandonar, se houvesse quem tomasse conta do Rancho.
Pelo facto de não ter aparecido ninguém, nós continuamos o nosso trabalho, com o apoio de uma grande maioria dos associados presentes, que aceitaram a proposta de substituição dos elementos que abandonaram o Rancho. O principal motivo que nos levou a tomar conta do Grupo foi evitar a sua extinção.
S.T.D. - O rancho neste espaço de tempo mudou de nome, qual foi o objectivo?
Rancho – O principal motivo que originou a mudança de nome, de (infantil/juvenil) para (adulto), foi a situação financeira no que respeita a trajes, mas também uma forma de preservar Recursos Humanos, devido ás idades dos elementos que a determinada altura deixavam de poder dançar, e ou abandonavam ou então passavam para o coro. A mudança de nome foi proposta em Assembleia-geral, que acabou aprovada por unanimidade.
S.T.D. – Quantos elementos tem o Rancho?
Rancho – Entre dançarinos e tocadores totalizam 43 elementos.
S.T.D. – A Direcção é composta por quantos elementos?
Rancho – Por doze elementos, mas a trabalhar lamentavelmente somos sete.
S.T.D. – Quantas actuações tiveram este ano de 2008?
Rancho – Tivemos 14 saídas em representações folc lóricas, 10 em actuações sociais, no total de 24 fizeram parte do nosso plano de actividades. É de toda a justiça salientar a realização este ano do I Festival Internacional, organizado pelo nosso Rancho, onde contamos com um Grupo do Lugo – Espanha.
S.T.D. – Qual é o plano do Rancho Folclórico S. Tiago de Rebordões para 2009?
Rancho – Vamos participar em vários encontros de reis, depois em Fevereiro temos a nossa Festa de Aniversário, o rancho completa 20 anos. O Festival Concelhio, 27 de Junho festa de S. João, o nosso festival no dia 1 de Agosto, em 14 de Novembro o magusto do Rancho e em 19 de Dezembro a Ceia de Natal, além das saídas que normalmente irão aparecer ao longo do ano. Este é o nosso plano, quando estamos no dia 7 de Janeiro.
S.T.D. – Qual é a fonte de receita do Rancho?
Rancho – A principal fonte de receita é o Bar da Sede, que funciona ininterruptamente todos dias ao longo do ano, também contamos com as cotizações dos associados, e como não podia deixar de ser com os subsídios da C.M. Santo Tirso e da Junta de Freguesia, mas a principal fatia da receita sai da exploração do Bar.
S.T.D. – Já tem o Festival organizado?
Rancho – Temos. E felizmente poderíamos fazer dois Festivais, pois estavam disponíveis Grupos para os fazer, derivado a permutas que nos devem. O povo da nossa terra tem estado com o Rancho, quando para isso são solicitados. Um grande problema para pertencer à Direcção do Rancho é o problema de ter que trabalhar, porque os elementos da direcção são quem mantêm o Bar aberto. Estas foram as palavras dos representantes do Rancho Folclórico S. Tiago de Rebordões.
Associação Tuna Musical de Rebordões
Fazemos tudo, para manter viva a Tuna
Seguidamente quisemos saber qual é a realidade e os objectivos que norteiam a Associação Tuna Musical de Rebordões Representada pela Presidente Clarinda Ferreira e Sílvia Azevedo.

S.T.D. – Em que ano foi fundada a Tuna?
Tuna –A Tuna foi fundada em 1926, mas como Associação foi em 13 de Outubro de 1988.
S.T.D. – A Tuna esteve sempre em actividade?
Tuna – Não… Na altura do maior fluxo de emigração para a Europa, a Tuna ressentiu-se como tudo, e ficou inactiva até meados dos anos 80, onde teve um inicio um pouco ténue, até em 1988 se tornou em Associação, tendo continuado todo um trabalho com altos e baixos como todas as Associações sem fins lucrativos.
S.T.D. – Quantos elementos compõem a Tuna?
Tuna – Cerca de 17 efectivos e 13 na Escola de Música, mas a Associação da Tuna Musical de Rebordões já contou com mais de 30 músicos.
S.T.D. – Qual a vocação da Tuna?
Tuna – Nós administram a Escola de Música, e fazemos espectáculos sempre que somos convidados, realizamos intercâmbios, apesar das saídas não abundarem.
S.T.D. – O reportório é todo da Tuna ou tocam músicas de outros autores?
Tuna – O nosso compositor é o Sr. Manuel Pereira, por isso nós tocamos quase só músicas nossas, o que não quer dizer que não toquemos outras melodias.
S.T.D. – Quais são os objectivos da Tuna?
Tuna – O principal objectivo é lutar para que a Tuna não acabe, apesar de neste momento atravessar uma situação menos boa.
S.T.D. - Em Dezembro a Tuna esteve em grande actividade, ou não?
Tuna – Sim nós realiza-mos uma feira de Mel, para a qual convidamos outros Grupos para abrilhantarem o nosso evento.
S.T.D. – Qual será o motivo da falta de adesão à Tuna?
Tuna – É simples, nos dias de hoje a juventude não está vocacionada para o nosso reportório, nós tocamos música clássica e as pessoas não se identificam com ela. Apesar da grande maioria dos elementos da Tuna serem jovens, nós estamos conscientes que se tivéssemos no nosso reportório outro tipo de música, o impacto seria diferente.
Esta foi a entrevista possível com as duas representantes da Associação Tuna Musical de Rebordões.
Assim terminamos o terceiro projecto, sobre a realidade das 24 freguesias do concelho de Santo Tirso.
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